Para diário argentino sou parte de uma "ameaça aos governos progressistas da América Latina"

Escrito por Jefferson Nóbrega

O bondoso legente de meu blog, e hoje amigo e colaborador, Jacques Nunes, em seu impulso leitoral, em ânsia de saciar seu vício quase que incontrolável por notícias, acabou deparando-se com um artigo argentino sobre minha pessoa que, passeia entre a fronteira do elogio desquerido e da ofensa descabida.

O texto ao qual meu amigo blogueiro refere-se, é um editorial do periódico argentino “Informe Reservado” intitulado “Pasatiempos para Cruzados/Nostálgicos de la Edad Media”[1], que inclusive fez jus ao nome do diário, já que se não fosse o aviso que recebi, o artigo teria permanecido “reservado”, na penumbra das láureas esquerdistas sem qualquer jus agendi.

Escrito não apenas para me atacar, mas também para investir contra o que eles chamam de “ultra-direita religiosa”, o artigo lança mão de alguns sofismas e erros históricos para condenar minha visão acerca do Islã, da Idade Média e da Fé católica, contestações, segundo o site, baseadas nos “verdadeiros historiadores”, ou seja, os “imparciais” que propagam mentiras há séculos sobre o período medieval, como por exemplo, a farsa de que a Igreja apoiou a escravidão, que ensinava que a terra era plana, que as cruzadas foram atos expansionistas e outras fábulas clássicas.

O motivo da revolta esquerdista, conforme especificado no próprio texto, foi a notícia que publiquei na seção Wiki-Brasil do Jornal do Brasil, a respeito da denúncia do ex-Embaixador da OEA, Roger Noriega, sobre à ameaça do terrorismo islâmico na América Latina.

O autor do texto, que corajosamente não assina, dispo-se a visitar os blogs onde escrevo e colaboro, para tecer suas críticas. Para o autor sou um fanático, e aqueles que pensam de igual maneira, também o são. De acordo com o periódico, nós somos inaceitáveis em uma sociedade “democrática” e “livre”.

O diário tenta passar que somos conspiracionistas lutando contra o “fantasma da ameaça muçulmana”. Impressiono-me em ver que as acusações partem justamente de argentinos. Ora, foram fantasmas que atacaram à embaixada israelense em Buenos Aires? O atentado terrorista contra a sede da AMIA também em Buenos Aires foi fruto da imaginação da ultra-direita? Perguntem as famílias de seus compatriotas mortos pelo ódio islâmico.

Não por mera obra do acaso, recebi o ofensivo artigo, no momento em que lia a esperançosa crônica do "Bruxo do Cosme Velho" , Machado de Assis, chamada “O futuro dos Argentinos”. Diz um trecho da obra: Com efeito, uma nação abafada pelo despotismo, sangrada pelas revoluções, na qual o poder não decorria mais que da força vencedora e da vontade pessoal, apresentava este espetáculo interessante: um general patriota, que alguns anos antes, após uma revolução e uma batalha decisiva, fora elevado ao poder e fundara a liberdade constitucional, ia entregar tranqüilamente as rédeas do Estado, não a outro general triunfante, depois de nova revolução, mas a um simples legista, ausente da pátria, eleito livremente por seus concidadãos. Era evidente que esse povo, apesar da escola em que aprendera, tinha a aptidão da liberdade; era claro também, que os seus homens públicos, em meio das competências que os separavam, e porventura ainda os separam, sabiam unir-se para um fim comum e superior.[1]

Quanta antítese diante do atual governo argentino que chegou a prometer que esqueceria os ataques terroristas em seu solo em troca do fortalecimento comercial com o regime dos aiatolás. Quanta diferença ante os que povoam o Informe Reservado, que ao desdenharem da ameaça islâmica na América Latina, ignoram os atentados em solo hermano que não feriram/mataram apenas os judeus, mas cidadãos argentinos e a soberania argentina, para defenderem à agenda comunista no país.

Curioso também é que o artigo do IR é finalizado justamente em tom conspiratório. Classificando-me como parte de um “plano maior” para desestabilizar os governos progressistas da América Latina. Que Deus ouça esses esquerdistas!

Publicado originalmente em meu blog O Candango Conservador

Referências:

[1]Passatempo para Cruzados/Nostálgicos da Idade Média
[2] Obra Completa, Machado de Assis, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, V.III, 1994.
Publicado originalmente em Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 09/07/1888. http://machado.mec.gov.br/images/stories/html/cronica/macr20.htm

1 comentários:

soldados catolicos disse...

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